Em comunicado enviado hoje à agência Lusa, a Câmara de Beja revelou que, “neste momento, são três as farmácias da cidade que já realizam estes testes”.

E uma quarta farmácia, também na capital do distrito, encontra-se “em fase avançada de processo de adesão”, acrescentou o município.

Na quinta-feira passada, o PCP anunciou ter questionado o Governo sobre a disponibilização de testes rápidos de antigénio à covid-19 no distrito de Beja, alegando que, das 53 farmácias comunitárias na região, “apenas uma”, em Odemira, constava da lista do Infarmed.

Numa pergunta dirigida à ministra da Saúde, Marta Temido, os deputados comunistas João Dias e Paula Santos argumentaram que, “incompreensivelmente, a população do distrito de Beja fica, praticamente, sem acesso a esta medida de saúde pública”.

Segundo os comunistas, neste distrito alentejano, “não é disponibilizado nenhum serviço público de saúde, seja nos cuidados de saúde primários, seja no hospital, ao qual a população possa aceder para fazer um teste rápido de antigénio”.

O PCP questionou também sobre quais os motivos que “conduziram a que, em todo o distrito de Beja, apenas uma farmácia” disponibilizasse este teste rápido de antigénio à covid-19.

Quais as medidas que o Governo pretendia tomar “para que a população do distrito de Beja tenha condições para ser testada gratuitamente” era outra das questões.

O Ministério da Saúde voltou a comparticipar, até 31 de dezembro, testes rápidos de antigénio à covid-19.

A medida prevê a comparticipação a 100% dos referidos testes e tem como objetivo garantir o acesso da população à realização de testes como medida de proteção da saúde pública.

Os testes rápidos gratuitos têm um limite máximo de quatro testes de uso profissional por mês e por utente.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.551 pessoas devido à covid-19 e foram contabilizados 1.169.003 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como “preocupante” pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de novembro, foram notificadas infeções em cerca de 30 países de todos os continentes, incluindo Portugal.


 

Comente esta notícia

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Ao continuar a navegar estará a aceitar a sua utilização.