Cáritas comunica publicamente que vai encerrar o Centro de Acolhimento de Emergência Social
“Depois de 3 anos em funcionamento nas antigas instalações da Casa do Estudante, comunicamos o encerramento do CAES” a afirmação é feita, em nota de imprensa, pela Cáritas Diocesana de Beja. Uma decisão que, já esta semana, tinha sido revelada pela Cáritas na reunião do Conselho Intermunicipal da CIMBAL.
Foto: Google
Sem descurar a importância desta resposta social para o território, parceiros sociais e pessoas que dela necessitam, a Cáritas Diocesana de Beja, afirma que “ao longo destes 3 anos, manifestou, de forma preocupada e devidamente fundamentada, junto do anterior e atual diretor do Centro Distrital da Segurança Social, assim como do governo da anterior e atual legislatura, a imperiosa necessidade de adotar alterações no modelo de funcionamento deste tipo de equipamentos assim como no seu financiamento, por forma a garantir a estabilidade das pessoas acolhidas, da equipa que nele trabalha e da sustentabilidade financeira das instituições que os gerem.
Ainda segundo a Cáritas Diocesana de Beja, a decisão de encerramento, “devidamente ponderada pela atual direção”, é agora tornada pública, concluído que foi o longo processo negocial com o Instituto da Segurança Social e “não tendo sido possível ultrapassar alguns dos aspetos, que consideramos imprescindíveis para manter o CAES, no quadro do protocolo definido para este tipo de equipamentos. “
De acordo com a Cáritas Diocesana de Beja, “em articulação com o Centro Distrital de Beja da Segurança Social, garantimos que nenhuma das pessoas acolhidas no CAES ficará sem resposta, estando a maioria já em outras respostas de âmbito nacional e as restantes a ser referenciadas e a aguardar o seu encaminhamento para outras estruturas de acolhimento.
A Cáritas afirma ainda que no âmbito da sua missão “não descarta a utilização do edificado da Casa do Estudante, para outros fins sociais, cujo projeto e análise estaremos sempre disponíveis para avaliar em prol de um território mais inclusivo e que sirva os interesses de todas as partes.”
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