Duas semanas após uma estimativa inicial que apontava para uma descida de 10%, os primeiros dias de colheita confirmam uma realidade mais preocupante, marcada pelos efeitos do calor extremo e da ausência de precipitação nos últimos quatro meses. A seca prolongada e as temperaturas elevadas durante a fase de maturação provocaram desidratação do fruto, comprometendo a produtividade, mesmo nos olivais com rega, onde a falta de água também se faz sentir.

“Nos meses cruciais para a formação do azeite encontrámo-nos perante um cenário difícil, praticamente sem qualquer precipitação”, refere Susana Sassetti, diretora executiva da Olivum. “Este ano, em relação à campanha anterior, em muitas zonas o olival não teve capacidade para manter o desenvolvimento normal do fruto. Este cenário cria um clima de preocupação no setor, que enfrenta uma campanha marcada por grande variabilidade entre regiões e variedades, mas com uma tendência comum de redução de produtividade.”

A Olivum continuará a acompanhar a evolução da campanha, atualizando os dados junto dos produtores e dos lagares, com o objetivo de garantir uma comunicação clara e articulada sobre o desenrolar da colheita.

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