O projeto, a concretizar até 2028, prevê a requalificação de várias áreas do Jardim Público, a renaturalização da linha de água do Barranco do Poço dos Frangos até ao Pelame, o reforço da arborização urbana e a criação de novos espaços de sombra, com o objetivo de melhorar o conforto térmico e a qualidade de vida da população.

Durante a sessão foi revelado que o coberto arbóreo urbano de Beja é atualmente de apenas 2%, valor que fica bastante abaixo dos 10% definidos pelo Regulamento Europeu do Restauro da Natureza como referência para as áreas urbanas. Este indicador esteve na base da escolha de Beja para integrar o projeto-piloto.

Na sua intervenção, Maria da Graça Carvalho recordou uma visita anterior ao Jardim Público, durante a qual verificou que o espaço não oferecia condições suficientes para proporcionar zonas de frescura durante os períodos de maior calor. Foi na sequência dessa constatação que lançou o desafio ao Município de Beja para integrar o grupo das seis cidades portuguesas selecionadas para desenvolver o programa.

O presidente da Câmara Municipal de Beja, Nuno Palma Ferro, considerou que este investimento representa uma oportunidade para tornar a cidade "mais sustentável, mais verde e mais preparada" para responder aos desafios colocados pelas alterações climáticas.

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