Beja debate o futuro do azeite português no mercado global
“O azeite português enfrenta o futuro num mercado global” é o mote para uma jornada que vai decorrer, hoje, na cidade de Beja. Esta iniciativa que conta com a colaboração da OLIVUM, surge no âmbito da organização do Congresso Mundial do Azeite (OOWC) que vai decorrer nos dias 2 e 3 de julho, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
O Congresso é um dos mais importantes fóruns internacionais dedicados ao setor do azeite e durante dois dias vai reunir especialistas, investigadores, produtores, empresas e representantes institucionais de vários países produtores de azeite, consolidando a posição de Portugal como referência mundial nesta área.
Reforçar a importância estratégica do setor do azeite e promover os benefícios nutricionais do azeite, incentivando a interação entre profissionais, o debate sobre os desafios da investigação, produção e comercialização, bem como a troca de histórias de sucesso e boas práticas a nível internacional são os principais objetivos do Congresso.
Portugal ao acolher este fórum reforça a sua visibilidade internacional num setor estratégico para a agricultura, promovendo ao mesmo tempo a troca de conhecimentos científicos, tecnológicos e comerciais entre alguns dos principais intervenientes globais da cadeia de valor da azeitona.
Organizado pela Agrifood Comunicación, o Congresso Mundial do Azeite promove a troca de conhecimento, inovação e cooperação ao longo de toda a cadeia de valor do azeite. Depois de uma primeira edição, realizada em Madrid em junho de 2024, o congresso chega agora a Lisboa para reforçar a sua “natureza itinerante e dimensão global.”
A importância económica do setor oleícola para Portugal continua a ser muito significativa. Recorde-se que para a campanha 2025/2026, estima-se uma produção próxima de 179.000 toneladas, um valor semelhante ao da campanha anterior e 15% superior à média das últimas cinco campanhas.
Em 2025, Portugal exportou 228.599 toneladas de azeite, gerando mais de 1.000 milhões de euros em receitas de exportação e mantendo um saldo comercial positivo de aproximadamente 586 milhões de euros.
