Beja: Bloco de Esquerda pede reabilitação urgente do centro histórico da cidade
A Coordenadora Concelhia de Beja do Bloco de Esquerda desafia a Câmara a avançar com uma reabilitação urgente do centro histórico da cidade porque afirma que há “risco de desmoronamentos”.
O BE volta a este assunto depois do Serviço Municipal de Proteção Civil ter evacuado preventivamente dois prédios na Rua Alexandre Herculano, "em risco iminente de ruir e com evidentes problemas de insalubridade e perigo para a saúde pública, colocando em risco vidas humanas", citando um comunicado emitido pela Câmara de Beja.
A Concelhia de Beja do BE, “saúda esta intervenção do município no sentido de proteger a segurança e a própria vida dos moradores, que estavam em risco” e recorda que há poucos meses, a candidatura do BE aos órgãos do município de Beja efetuou e tornou público um levantamento de cerca de 366 edifícios devolutos, estimando-se um total que ultrapassaria os 500. Esta intervenção de emergência dos serviços municipais deve servir de aviso e de ponto de partida para uma profunda operação de reabilitação urbana.
O BE denuncia que um dos prédios evacuado conhecido há anos como "A Pensão", é habitado por imigrantes, foram referenciados 92, não tem um mínimo de condições para albergar tantas pessoas, havendo fortes probabilidades de os seus utilizadores dormirem por turnos, em regime de "cama quente".
De acordo com o BE “há anos que esta situação é conhecida” chegou a ser denunciada às autoridades por associações de imigrantes, mas, até esta ameaça de derrocada, nunca houve qualquer intervenção e considera que “não é caso isolado, é fruto da economia de exploração.”
Depois de conhecidos estes factos, o BE considera “que os proprietários terão de ser responsabilizados do ponto de vista civil, fiscal e criminal, além de intimados pela Câmara a fazer obras de reabilitação estrutural do edifício” porque “dinheiro não lhes faltará, com o que têm recebido à custa da exploração de imigrantes.
Perante esta situação, o BE desafia a câmara de Beja a fazer deste caso extremo de degradação o arranque para uma vasta operação de reabilitação urbana porque considera que “o estado grave em que se encontram estes edifícios exige respostas políticas corajosas e capazes de resolver o problema pela raiz, incluindo a tomada de posse administrativa de prédios cujos proprietários não possam ou não queiram realizar obras. Há que encontrar soluções para ultrapassar as dificuldades de contratação de empreitadas.”
