Beja acolhe concentração pelos direitos das pessoas com deficiência
A Casa da Cultura da Cidade de Beja acolhe esta tarde, pelas 15.00 horas, uma concentração pelos direitos das pessoas com deficiência. A organização desta iniciativa marcada para as 15.00 horas pertence ao movimento cívico Pelos Direitos das Pessoas com Deficiência.
Alertar para as barreiras inaceitáveis ao pleno exercício dos direitos fundamentais que as pessoas com deficiência e as suas famílias enfrentam diariamente é o principal objetivo desta iniciativa que assinala Dia Europeu da Vida Independente.
O Movimento reconhece que no interior do país as desigualdades agravam-se dramaticamente, e considera que particularmente no distrito de Beja, “viver com deficiência significa frequentemente enfrentar isolamento, escassez de serviços, ausência de especialistas, falta de transportes, inexistência de respostas de vida independente e enormes dificuldades no apoio às famílias.”
De acordo com o Movimento, “apesar da Constituição da República Portuguesa consagrar, no artigo 13º, o Princípio da Igualdade e, no artigo 71º, o direito das pessoas com deficiência a proteção especial do Estado e acesso a políticas públicas que promovam a inclusão, e de Portugal ser signatário da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, a realidade está muito longe destes compromissos.”
É ainda acrescentado que “a acessibilidade deveria ser um direito e não um privilégio, mas as pessoas com deficiência física são constantemente confrontadas com barreiras arquitetónicas em edifícios públicos, escolas, transportes, serviços de saúde, habitação e espaços comunitários” e que “as pessoas com deficiência intelectual continuam a enfrentar discriminação, institucionalização e falta de oportunidades, dadas as dificuldades de acesso a uma educação ajustada, à capacitação para a autonomia e ao emprego apoiado.”
Ainda segundo o Movimento promotor da Concentração, “muitas
pessoas autistas e suas famílias vivem sem apoio suficiente na escola, sem respostas
de transição para a vida adulta e sem políticas estruturadas para o envelhecimento”
e o “acesso ao emprego continua profundamente desigual, o que faz com que, sem
apoios sociais, mais de 60% das pessoas com deficiência maiores de 16 anos
enfrentem risco de pobreza.”
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