Em comunicado, a Coordenadora Concelhia de Beja do BE refere que a decisão, aprovada sob proposta do presidente da Câmara Municipal de Beja, Nuno Palma Ferro (PSD/CDS-IL), prolonga por mais dois anos o modelo de gestão iniciado pelo anterior executivo socialista.

Segundo o BE, a proposta foi aprovada com os votos favoráveis da maioria PSD/CDS-IL, dos dois vereadores do PS e de um vereador do Chega, tendo contado com os votos contra dos dois vereadores da CDU.

Os bloquistas manifestam concordância com a posição assumida pela Comissão Concelhia de Beja do PCP, que se opôs à continuidade da prestação do serviço por uma entidade privada, defendendo que a limpeza urbana deve ser assegurada diretamente pelos serviços municipais.

No comunicado, o Bloco de Esquerda sustenta que a gestão de um serviço essencial "deve reger-se por objetivos sociais e não pela busca do lucro máximo", considerando que a gestão privada "não tem servido a cidade", ao deixar bairros sem resposta adequada e ao manter os trabalhadores sujeitos à precariedade.

O BE defende a remunicipalização dos serviços de limpeza urbana, associada a uma política de planeamento e coesão territorial, e considera que a decisão agora tomada demonstra que o entendimento que permitiu à CDU assumir pelouros no executivo municipal "ficou politicamente esgotado".

Na mesma nota, os bloquistas afirmam que, "na hora da verdade", a direita "sabe muito bem o que quer" e conta com o apoio do PS e do Chega para aprovar decisões estruturantes como a privatização de serviços municipais.

Como conclusão, o Bloco de Esquerda defende a construção de "um acordo de oposição consequente, amplo e plural", capaz de mobilizar a cidadania e de apresentar uma alternativa às políticas da maioria que governa a Câmara Municipal de Beja.

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