Aproximar a recolha seletiva das rotinas da população, facilitando a deposição correta de pilhas usadas e evitando que a distância ou a menor disponibilidade de pontos de recolha dedicados possa constituir um obstáculo é o principal objetivo.

A iniciativa arrancou a 15 de maio e até ao momento foram recolhidos 580 kg de pilhas usadas nos cinco concelhos abrangidos, Portel e Vidigueira registaram os valores mais elevados, ambos com 140 kg, seguindo-se Viana do Alentejo, com 120 kg, Cuba, com 100 kg, e Alvito, com 80 kg.

Caso não fosse devidamente separada e encaminhada, poderia ter efeitos ambientais negativos, como a contaminação dos solos e dos recursos hídricos.

Rosa Monforte, Diretora-Geral da ERP Portugal, considera que “estes resultados demonstram que, quando são criadas soluções simples e próximas das rotinas dos cidadãos, é possível promover comportamentos mais responsáveis e aumentar a recolha seletiva de resíduos que exigem um tratamento específico. Apesar de pequenas, as pilhas concentram materiais perigosos que devem ser recuperados ou tratados em circuitos adequados, não devendo por isso ser colocadas no lixo comum nem no ecoponto amarelo. Esta iniciativa tem precisamente esse objetivo: facilitar a separação e garantir o seu encaminhamento seguro”.

Quanto a Nelson Brito, Secretário-Geral da AMCAL, afirma que “esta iniciativa vem reforçar o compromisso da AMCAL e dos seus municípios associados com a promoção de práticas de economia circular e de gestão sustentável de resíduos no Alentejo Central. A parceria com a ERP Portugal permite levar soluções de recolha seletiva a territórios de menor densidade, onde a proximidade e a simplicidade são fatores decisivos para o sucesso. Os resultados alcançados demonstram que, com o envolvimento das autarquias e a sensibilização das populações, é possível transformar pequenos gestos do quotidiano em impactos ambientais positivos de grande relevância.”

No início da iniciativa foram distribuídos sacos ‘Traga Pilhas’, próprios para a deposição de pilhas usadas e concebidos para serem acoplados ao ecoponto amarelo utilizado na recolha seletiva porta a porta. Depois de recolhidas, as pilhas são encaminhadas para unidades de tratamento especializadas, onde os materiais são separados e tratados de forma adequada.

Os promotores desta iniciativa de recolha de pilhas recordam que “caso não fosse devidamente separada e encaminhada, poderia ter efeitos ambientais negativos, como a contaminação dos solos e dos recursos hídricos.”

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