“Propusemos uma auditoria jurídica e financeira. Portanto, é uma questão de definirmos aqui um ponto de partida a partir do qual ficamos todos confortáveis”, afirmou o novo presidente.

Segundo Aldo Passarinho, a auditoria pretende permitir “uma avaliação rigorosa” da situação da instituição, tanto do ponto de vista jurídico como financeiro, para que seja possível “perceber exatamente qual é a realidade do Instituto numa perspetiva jurídica e financeira”.

Na intervenção de tomada de posse, o novo líder do IPBeja defendeu uma governação “de proximidade, de escuta e de responsabilidade partilhada”, assumindo como prioridade a valorização das pessoas, o reforço da investigação aplicada e o aprofundamento da ligação ao território.

Sob o lema “IPBeja 2030, um campus expandido que cresce em território”, Aldo Passarinho afirmou querer uma instituição “mais aberta, mais participada, mais internacional, mais científica e mais próxima das pessoas”, defendendo igualmente um papel ativo do IPBeja na transformação económica e social do Baixo Alentejo.

O novo presidente destacou ainda os desafios que se colocam ao ensino superior politécnico, nomeadamente no âmbito da revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), considerando que os próximos anos poderão ser decisivos para a afirmação das futuras “universidades politécnicas”.

Na intervenção, defendeu ainda que o interior do país deve ser encarado “como espaço estratégico de inovação, sustentabilidade e qualidade de vida”, considerando que o IPBeja deve assumir um papel central na qualificação de recursos humanos, na inovação agrícola, na sustentabilidade ambiental e na transição digital da região.

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