Em comunicado divulgado em Serpa, a associação alerta para os impactos das quotas de importação de carne bovina, suína e de aves, defendendo que a entrada seletiva de produtos de maior valor comercial irá pressionar os preços, comprometer a rentabilidade das explorações e acelerar o abandono de terras, com reflexos também ao nível do risco de incêndio e da segurança alimentar.

Esta posição contrasta, no entanto, com a leitura tornada pública esta semana pela FAABA e pela CAP, numa conferência de imprensa realizada em Beja. As duas estruturas consideraram “inaceitável” a proposta de reforma da Política Agrícola Comum apresentada pela Comissão Europeia, classificando-a como “a pior de sempre”, mas defenderam uma leitura pragmática e informada do acordo UE-Mercosul.

FAABA e CAP reconheceram a existência de riscos para alguns setores, nomeadamente a carne bovina e as aves, mas sublinharam que, para Portugal e em particular para o Baixo Alentejo, o balanço global do acordo pode ser positivo, destacando oportunidades para setores como o vinho, o azeite e os frutos secos, desde que existam salvaguardas eficazes e acompanhamento político firme.

O posicionamento da APROSERPA evidencia, assim, divergências dentro do setor agrícola regional quanto ao impacto do acordo UE-Mercosul, num contexto em que as organizações representativas convergem na crítica à proposta de reforma da PAC, mas divergem na avaliação dos efeitos globais da liberalização comercial com os países sul-americanos.

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