Trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos hoje e amanhã em greve
O Sindicato de Trabalhadores das Empresas do grupo CGD (STEC) convocou uma greve para hoje e amanhã. Neste primeiro dia de protesto há também, uma concentração, pelas 12:00, junto à sede do banco, em Lisboa.
Em comunicado, o STEC afirma que "a postura da administração da CGD de total sobranceria, intransigência e desrespeito para com os trabalhadores não pode deixar ninguém indiferente!", sublinhando que o sindicato "esteve desde o início deste processo com total responsabilidade e disponibilidade para negociar, mas não pode aceitar a desconsideração reiterada da Gestão sobre os trabalhadores da CGD".
"A proposta de aumento salarial de cerca de 0,4% é insultuosa e vergonhosa”, defende o STEC.
No comunicado, o sindicato refere que "a CGD entre 2020 e os primeiros nove meses de 2021 alcançou, um resultado próximo dos mil milhões de euros, os maiores lucros de toda a banca em Portugal, um valor astronómico, demonstrativo da forte solidez financeira da empresa, que possibilitou a entrega ao Estado de um dividendo extra de 300 milhões de euros!".
"São muitos e muitos milhões que foram alcançados com o trabalho, empenho e dedicação de todos os trabalhadores, mas para a administração da CGD esse trabalho vale a miserável recompensa de 0,4% de aumento salarial", adianta.
O STEC refere ainda que os trabalhadores da CGD estão a chegar ao final do ano sem qualquer atualização salarial e que a disponibilidade do banco público para voltar a sentar-se à mesa das negociações será apenas no final do corrente mês, mais uma vez, numa postura de desconsideração e afronta.
"A inflação prevista para 2021 é superior a 1%, com o aumento proposto pela CGD os trabalhadores continuarão a perder poder de compra, o que sucede desde 2010, dado que desde esse ano apenas ocorreram três atualizações salariais na empresa a que acresce os quatro anos de carreira (2013-2016) completamente apagados", indica o STEC no comunicado.
O STEC refere ainda que à questão salarial se soma "a contínua deterioração e degradação das condições de trabalho, e o facto grave e perigoso da CGD não cumprir com o horário de trabalho legalmente estabelecido" e acusa a administração da CGD de não pugnar pelo diálogo e pela paz social na empresa, mas "pelo contrário, ignorar os trabalhadores, praticando a política do “chicote” da exigência, tendo agido de má-fé em todo este processo negocial de atualização da tabela salarial".
Em 07 de dezembro, o STEC convocou uma greve à prestação de trabalho suplementar entre as 00:00 de 13 de dezembro e as 24:00 de 14 de janeiro de 2022.
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