Resialentejo investe 6 milhões para reforçar valorização de resíduos no Baixo Alentejo
A Resialentejo reforçou a sua capacidade de processamento e valorização de resíduos urbanos através de um investimento superior a seis milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e pelo Fundo Ambiental.
O investimento enquadra-se na componente dedicada à bioeconomia sustentável e à promoção da economia circular e integrou duas intervenções estruturantes: a construção de uma nova Central de Triagem de Embalagens e a modernização da Central de Tratamento Mecânico e Biológico existente.
Segundo a entidade intermunicipal, a operação permite aumentar a valorização económica dos resíduos urbanos na sua área de intervenção, assegurando a sua conversão em novos produtos reutilizáveis em diferentes processos industriais. Em paralelo, contribui para melhorar o desempenho das operações de tratamento, através da introdução de soluções tecnológicas mais avançadas e de processos de trabalho mais eficientes.
Outro dos impactos relevantes do investimento prende-se com a redução da quantidade de resíduos encaminhados diretamente para aterro, reforçando o contributo para metas ambientais e para a transição para um modelo mais sustentável de gestão de resíduos.
A Resialentejo sublinha que este reforço de capacidade se insere numa estratégia contínua de otimização do sistema de gestão de resíduos, com enfoque na valorização e reutilização de materiais, na redução do impacto ambiental e na melhoria do serviço prestado às populações.
Criada em 2004, a Resialentejo é responsável pelo tratamento de resíduos urbanos nos concelhos de Almodôvar, Barrancos, Beja, Castro Verde, Mértola, Moura, Ourique e Serpa, abrangendo uma população superior a 86 mil habitantes e um volume anual aproximado de 50 mil toneladas de resíduos, numa área de cerca de 6.650 quilómetros quadrados.
