A provedora da SCMS, Maria Isabel Estevens, em declarações ao Diário do Alentejo justifica a decisão “com os últimos acontecimentos e outros fatores”.

 O DA recorda a proposta de “parceria estratégica” entre a Santa Casa da Misericórdia de Serpa (SCMS) – que gere o Hospital de São Paulo – e o Grupo LA Health, apresentada pela mesa administrativa, foi reprovada, em assembleia- geral realizada na última segunda-feira.

“O Grupo LA Health contactou-nos, sabia que precisávamos de um parceiro que, de facto, conseguisse implementar e dar início, o mais depressa possível, à produção da unidade médico-cirúrgica. Este contacto foi-nos feito há quase um ano, em setembro de 2025”, justificou a provedora ao DA

Maria Isabel Estevens adianta ao DA que a demissão “não seria, de todo, a nossa vontade, nem determinação”, quando “se chegou, neste mandato, até ao dia de hoje, com todas as questões [vividas pela SCMS]”, e estando a “quase dois meses do fim do mandato”. “É uma medida de grande tristeza, acima de tudo. Nunca voltámos as costas aos milhentos problemas com que nos deparámos”, reforça.

A provedora relembra, ainda, ao semanário bejense, que a SCMS tem a decorrer, desde 2025, um PER (processo especial de revitalização), que tem “de cumprir”, e que a União das Misericórdias Portuguesas “não assumiu as suas responsabilidades, nem retomou o acordo [de gestão] como tinha prometido”.

“Houve que encontrar outras alternativas que foram as possíveis, as únicas, que era aquela solução [a “parceria estratégica” com o Grupo LA Health], a ser trabalhada, a ser verificada, a proteger, o mais possível, a santa casa”. 

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