Foto: Pedro Mochila

A iniciativa surge como resposta aos desafios relacionados com a integração de trabalhadores migrantes e com as necessidades de mão-de-obra sazonal do setor agrícola, uma realidade particularmente relevante no Alentejo.

Desenvolvido em parceria com entidades dos setores social, privado e público, o projeto pretende promover uma maior estabilidade laboral, contribuir para a valorização das condições de trabalho agrícola e reforçar os mecanismos de integração social e profissional da população migrante.

Entre as medidas previstas destaca-se a criação de uma plataforma digital inovadora destinada a aproximar a oferta e a procura de trabalho agrícola sazonal, facilitando a gestão das necessidades de mão-de-obra por parte das explorações agrícolas e promovendo processos de recrutamento mais transparentes e eficazes.

O LIMA Alentejo contempla igualmente ações de capacitação técnica, formação linguística e iniciativas de cidadania dirigidas aos trabalhadores migrantes, procurando reforçar a sua integração nas comunidades de acolhimento.

Segundo a Santa Casa da Misericórdia de Beja, a iniciativa aposta ainda na complementaridade entre diferentes atividades sazonais ao longo do ano, permitindo aumentar a estabilidade laboral dos trabalhadores e garantir uma maior previsibilidade às empresas agrícolas.

A instituição considera que o projeto poderá também contribuir para reduzir situações de vulnerabilidade social e diminuir o risco de influência de redes organizadas de tráfico de seres humanos sobre trabalhadores migrantes e empresários agrícolas.

A aprovação da candidatura pela Fundação Calouste Gulbenkian constitui um importante reconhecimento da relevância da iniciativa e do trabalho desenvolvido pela Santa Casa da Misericórdia de Beja na procura de soluções inovadoras para os desafios da integração e da mobilidade laboral no setor agrícola.

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