Prisão preventiva para suspeito de incêndio em clube de canoagem de Odemira
O Tribunal de Odemira (Beja) decretou a prisão preventiva do homem, de 35 anos, indicado pela prática de crime de incêndio ilícito que destruiu, no sábado, o edifício de um clube de canoagem local, foi hoje revelado.
Contactadas pela agência Lusa, fontes da Polícia Judiciária (PJ) indicaram que o suspeito, de nacionalidade estrangeira, foi encaminhado para o Estabelecimento Prisional de Beja, após ter sido presente, na segunda-feira, ao Tribunal Judicial de Odemira para primeiro interrogatório judicial.
O homem foi identificado e detido pela PJ, através do Departamento de Investigação Criminal de Portimão, no sábado, devido a “fortes indícios” da prática do crime de incêndio ocorrido, nessa mesma madrugada, no Clube Fluvial Odemirense (CFO).
O edifício desta associação desportiva, cultural e recreativa foi “completamente tomado” pelas chamas, que não provocaram feridos, revelou à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro, no sábado, referindo que o alerta para o incêndio foi dado às 05:37.
O fogo, que destruiu as instalações do CFO, causou um prejuízo próximo dos “200 mil euros”, mas a coletividade vai manter-se em atividade, revelou à Lusa na segunda-feira o presidente do clube.
O responsável, Ilídio Soares, reconheceu que o incêndio foi “uma verdadeira tragédia” e que destruiu “toda a vida” desta coletividade, fundada em 1984.
“Neste momento, estamos quase a zero”, disse o dirigente deste clube de canoagem do litoral alentejano.
Segundo Ilídio Soares, as chamas destruíram o material que se encontrava no hangar, “incluindo cerca de 60 embarcações”, assim como o ginásio e os balneários.
O próprio telhado do edifício “está estalado por todo o lado”, não oferecendo “condições de segurança”, acrescentou.
“Foi uma destruição total. Sem contar com o edifício, o prejuízo deve rondar os 200 mil euros ou se calhar mais”, revelou, indicando que o clube tem um seguro que só cobre danos “até 75 mil euros”.
Apesar deste revés, o responsável afiançou que a coletividade, que conta com cerca de 50 atletas, não vai parar.
Também o novo presidente da Câmara de Odemira, o socialista Hélder Guerreiro, que tomou posse na segunda-feira, anunciou que o município está “totalmente disponível” para apoiar o clube.
O clube lançou também uma campanha de angariação de fundos, que está a ter grande acolhimento entre a população.
“Neste momento, está tudo a querer ajudar. Estamos a sentir a solidariedade dos odemirenses”, realçou Ilídio Soares.
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