PCP defende modernização da Linha do Alentejo
“Basta de estudos e promessas, é preciso avançar com as obras de modernização da linha ferroviária do Alentejo”. À linha do Alentejo não têm faltado estudos e anúncios de estudos da sua viabilidade, tudo isso alimentando a opção deliberada de abandono que transformou a Linha do Alentejo num ramal!
Esta foi a mensagem que Sandra Pereira, deputada do PCP no Parlamento Europeu, e João Dias, deputado do PCP na Assembleia da República, quiseram deixar nesta manhã de segunda-feira em Beja e na Funcheira.
A iniciativa, promovida pela Direção da Organização Regional de Beja do PCP, inserida numa campanha nacional em defesa do transporte ferroviário, pretende alertar para a importância da requalificação e aposta nestas infraestruturas de transporte, nomeadamente da linha ferroviária do Alentejo em toda a sua extensão.
Sandra Pereira, ouvida pelo “O Atual”, referiu que “estudos e mais estudos não basta, o que é preciso é passar à prática e avançar com a requalificação e modernização da linha férrea entre Beja e Casa Branca e Beja / Funcheira”.
Dizem os comunistas que o transporte ferroviário, “além de ser uma alternativa menos poluidora contribui decisivamente para a coesão e desenvolvimento da região e do país pelo aproveitamento de todas as potencialidades económicas e sociais dai resultantes”.
A eletrificação e modernização da Linha do Alentejo, em toda a sua extensão, deve constituir, para o PCP, uma prioridade no imediato no sistema ferroviário nacional, assegurando as ligações rápidas a Lisboa e a Faro, ao Porto de Sines e a Espanha, valorizando as ligações nacionais e internacionais, não esquecendo a importante ligação ao Aeroporto de Beja e à linha de alta velocidade que deverá ligar Lisboa a Madrid.
A estação de Funcheira que chegou a ser um importante complexo ferroviário, devido à sua posição pelo entroncamento entre as linhas do Alentejo e do Sul, está hoje completamente abandonada com o encerramento em 2012 da ligação Beja a Faro é bem o exemplo, diz o PCP, do resultado do desinvestimento na ferrovia no distrito de Beja que acentua o processo de declínio económico da região e desertificação demográfica.
O PCP diz estar “contra o adiamento permanente, tantas vezes com a “desculpa” de mais estudos dos investimentos numa infraestrutura estruturante como é a Linha do Alentejo. O Governo, este como os anteriores, continua a procurar iludir os alentejanos, desta vez, mais uma, em ano de eleições”.
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