Ministro da Economia diz que setor oleícola é "uma das joias da coroa" económicas
O ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, considerou hoje o setor oleícola nacional como “uma das ‘joias da coroa’ da economia portuguesa” e destacou o contributo do mesmo para as exportações nacionais.
Foto: TSF
“O setor oleícola é uma das ‘joias da coroa’ da economia portuguesa. É um setor que, nos últimos 20 anos, se modernizou, apostou em tecnologia, inovação, conhecimento, melhorou significativamente a produtividade”, destacou o governante.
Em declarações à agência Lusa, em Beja, após intervir no encerramento da 10.ª edição das OLIVUM Talks, evento em que foram debatidas a evolução e as perspetivas de futuro do setor olivícola, o ministro da Economia afirmou tratar-se de uma área que “contribui significativamente para as exportações nacionais”.
“Em 20 anos, conseguiu crescer 12 vezes em termos de volume e 18 vezes em termos de valor”, no que toca às exportações, salientou, aludindo a conclusões de um estudo que já antes tinham sido divulgadas no encontro.
Segundo António Costa Silva, em 2022, “toda a indústria agroalimentar contribuiu, em termos de exportações, com 7.300 milhões de euros”.
“O setor oleícola é um sétimo disto”, ou seja, as exportações foram na ordem dos “cerca de mil milhões de euros”, disse.
E, continuou o ministro, trata-se de “um setor que tem investido também muito, mais de mil milhões de euros por ano, desde 2017, e tem um produto de altíssima qualidade”, visto que “95 a 98% do azeite que o setor oleícola produz é azeite virgem ou extra virgem, portanto, de máxima qualidade”.
“É um setor que começa a obter reconhecimento progressivo a nível Internacional e eu acho que tem todas as condições para se desenvolver e transformar numa das grandes ‘âncoras’ de transformação da agricultura portuguesa e da economia portuguesa”, argumentou.
A Casa do Azeite indicou hoje à Lusa que as vendas de azeite embalado em Portugal recuaram 1%, entre janeiro e outubro, face ao ano anterior, mas a subida dos preços fez as exportações quebrarem 28% até setembro.
Segundo a Casa do Azeite, esta descida das exportações pode ainda vir a acentuar-se “à medida que os aumentos de preço se forem repercutindo ao longo da cadeia de valor”.
Questionado hoje pela Lusa sobre o elevado preço a que o azeite se encontra no mercado, o ministro da Economia reconheceu que “os preços altos são uma preocupação”.
“Mas esses preços altos derivam da contrassafra que houve em quase toda a bacia mediterrânica, no ano passado, da escassez de matéria-prima e do aumento também de alguma de alguma procura”, ressalvou.
Por isso, Costa Silva disse estar “convencido” de que este será “um ciclo periódico”, do qual se irá “recuperar rapidamente, porque o azeite, entre múltiplas outras coisas, é benéfico para a saúde” e “é cada vez mais reconhecido como um alimento de alta qualidade”.
A iniciativa de hoje, em Beja, foi promovida pela Olivum, associação existente há 109 anos e sediada nesta cidade alentejana, assumindo-se como “a maior associação portuguesa” do setor, com 130 grupos associados (que correspondem a 300 explorações) e 18 lagares, num total de mais de 49 mil hectares de exploração agrícola no país.
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