Em Sousel, o Festival Terras sem Sombra (TSS) apresenta, ao longo destes dois dias, uma programação que aproxima a criação musical, a memória urbana e a leitura contemporânea de uma paisagem agrícola histórica.

A igreja matriz de Nossa Senhora da Graça, acolhe, esta noite, pelas 21.30 horas, o concerto «Sons que nos Circundam: Uma Leitura Coral da Natureza», a cargo do Coro de Câmara de Lisboa, sob a direção de Teresita Gutiérrez Marques.

De tarde, a proposta passa pela atividade dedicada ao património, uma visita guiada por João Richau, sob o tema «Cannum: História e Património da Vila de Cano» que propõe uma leitura da histórica da vila através das marcas do poder municipal, da devoção, da assistência e da vida comunitária. O ponto de encontro é na Praça da República, às 15.00 horas.

No domingo, pelas 9.30 horas, a atividade de salvaguarda da biodiversidade detém-se na «Sustentabilidade e Tradição: A Herdade do Mouchão», com o foco na articulação entre práticas agrícolas históricas, gestão dos recursos e conservação dos ecossistemas.

A Herdade do Mouchão oferece um caso particularmente interessante de continuidade agrícola no Alentejo: uma propriedade cuja história moderna se liga à família Reynolds desde o século XIX e onde ainda hoje coexistem vinha, olival, floresta, pastorícia e apicultura. A atividade «Sustentabilidade e Tradição: A Herdade do Mouchão», parte do Museu dos Cristos, em Casa Branca, para observar precisamente essa articulação entre produção, paisagem e gestão dos recursos. 

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