Este investimento de 25 milhões de euros com financiamento já aprovado no âmbito do PRR, representa, de acordo com os promotores, “uma oportunidade concreta para a região avançar na transição energética” e uma resposta moderna e eficaz a um problema ambiental antigo na região, colocando “Ferreira do Alentejo na vanguarda da transição energética nacional.”

A unidade prevê uma produção anual estimada de cerca de 67,2 GWh de biometano, o suficiente para satisfazer as necessidades de gás das cidades de Évora e Beja e o equivalente a cerca de quatro vezes o consumo de gás de toda a Região do Baixo Alentejo. O biometano produzido é um gás 100% renovável, com as mesmas características do gás natural, podendo ser injetado diretamente na rede nacional.

Nesta unidade de biometano prevê-se a utilização de resíduos agrícolas e pecuários locais para produzir energia renovável, dando-lhes um destino ambientalmente correto e economicamente valorizado. Todo o processo de digestão anaeróbia decorre em digestores fechados e estanques.

Ainda segundo os promotores, esta unidade apresenta “uma solução técnica ao nível do que de melhor se faz na Europa, onde existem mais de 1.500 unidades semelhantes em funcionamento” e, distingue-se “pela diversidade de resíduos tratados e pelo sistema de produção de fertilizantes orgânico para aplicação em diversas culturas agrícolas, promovendo a economia circular e reduzindo a dependência de fertilizantes químicos”

A localização do projeto fica a mais de 2,7 quilómetros da povoação de Figueira dos Cavaleiros, em plena área agrícola, e o transporte de materiais será realizado maioritariamente por caminhos internos da Herdade do Marmelo. O estudo acústico confirma que o funcionamento da unidade não provocará qualquer acréscimo ao nível sonoro. A unidade deverá ainda criar vários postos de trabalho diretos e indiretos, nomeadamente nas áreas das operações, segurança, manutenção, transportes, entre outros.

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