A peça é apresentada às 21:30, no Lagar do Marmelo, na freguesia de Figueira dos Cavaleiros, sob a direção musical da pianista belga Éliane Reyes, e com a participação de cidadãos da comunidade local.

Trata-se da produção de uma obra normalmente aberta ao público mais novo, que desta vez se presta à abordagem de diferentes culturas, permitida pela colaboração das comunidades migrantes, segundo fonte do Festival.

Além de Éliane Reyes, o ensemble musical é constituído pelos portugueses Luísa Tender (piano), Alexandra Mendes e Luís Santos (violinos), António José Pereira (viola d’arco), Irene Lima (violoncelo), Adriano Aguiar (contrabaixo), Carlos Alves (clarinete), André Dias (percussão) e a flautista luso-americana Katharine Rawdon.

Além do concerto, esta segunda etapa, como tradicionalmente, inclui iniciativas na área do património e da biodiversidade.

Também no sábado, dia 18, às 15:00, com ponto de partida na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Ferreira do Alentejo, a diretora do Museu Municipal de Ferreira do Alentejo, a historiadora Maria João Pina, orienta uma visita histórica pela vila baixo-alentejana, desde a zona dos Pedreirinhos, topónimo que remonta à Idade Média, até à zona de S. Pedro. 

Esta visita conta ainda com as participações do comerciante António Ramos, do editor Jorge Colaço e do historiador de arte José António Falcão, diretor-geral do Festival.

No domingo, dia 19, a partir das 09:30, a paleontóloga Ausenda Cáceres Balbino, professora na Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora, dirige uma visita subordinada ao tema “Ontem um Oceano, Hoje um Rio: Tubarões e Raias Fósseis na Bacia de Alvalade”.

Esta bacia, de cerca de 700 quilómetros quadrados, estende-se ao concelho vizinho de Santiago do Cacém e, segundo nota do Festival, trata-se de uma visita “até ao período em que o território do atual Baixo Alentejo era um imenso mar raso”.  

Ausenda Balbino tem estudado esta bacia, tendo publicado, pela Academia das Ciências de Lisboa, o opúsculo “Chondrichthyes do Miocénico da Bacia de Alvalade” (2019).

O Festival Terras sem Sombra orienta-se “em dois eixos estruturantes, o território e a sociedade civil”, estando assim as comunidades migrantes em foco, disse à agência Lusa o diretor-geral do festival, José António Falcão, que sublinhou a cultura como "agente de transformação da sociedade”.

Esta 22.ª edição do Terras sem Sombra decorre até a dezembro, tem o mote “Alegres Campos, Verdes Arvoredos: Música e Biosfera (Da Idade Média à Criação Contemporânea)”, e irá passar por vários concelhos alentejanos, um ribatejano, Coruche, e um espanhol, Ribera de Arriba, próximo de Oviedo, nas Astúrias.

Depois de Ferreira do Alentejo, as próximas etapas são em Grândola, nos dias 02 e 03 de maio, Mértola, dias 16 e 17 de maio, e, a fechar o mês, nos dias 30 e 31 de maio, em Ribera de Arriba.

A programação está disponível através do 'site' do festival (www.terrassemsombra.pt).


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