Em comunicado, a Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), sediada em Beja, indicou que o Projeto VIVER foi aprovado na quarta-feira pela Comissão Diretiva do Programa Regional Alentejo 2030.

A operação tem um investimento total elegível de 610.804,60 euros, comparticipado em 85% pelo Fundo Social Europeu Plus, correspondendo a 519.183,90 euros. A contrapartida nacional ascende a 91.620,70 euros.

O projeto prevê a criação da REDE — Residência de Emergência e Desenvolvimento, uma estrutura de acolhimento temporário com condições de habitação, segurança e apoio técnico e social, destinada a apoiar percursos de autonomização.

Está também prevista a constituição de equipas pluridisciplinares de gestores de caso, que vão assegurar acompanhamento continuado através de planos individuais de intervenção.

Segundo a associação, a iniciativa pretende responder à escassez de alojamento de emergência no território, onde a sua Equipa de Rua acompanha pessoas em situação de sem-abrigo.

“Durante anos, a nossa Equipa de Rua identificou e acompanhou pessoas em situação de sem-abrigo no distrito que, à noite, não tinham para onde ir”, afirmou a presidente da direção da ESTAR, Madalena Palma, citada no comunicado.

A responsável considerou que o financiamento permitirá completar a intervenção da instituição, conjugando a identificação e o acompanhamento com a possibilidade de acolhimento.

O VIVER será desenvolvido em articulação com o Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo (NPISA) de Beja e os parceiros da Rede Social, estando prevista a apresentação periódica de relatórios de execução.

A operação tem uma duração prevista de 36 meses, entre novembro de 2026 e dezembro de 2029. Nas próximas semanas, a associação prevê avançar com a contratualização do financiamento e a preparação operacional das equipas.

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