Educação rodoviária vai chegar às escolas
A educação rodoviária vai chegar às escolas. Com esse objetivo a ANIECA – Associação Nacional de Escolas de Condução Automóvel e a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) assinaram um Compromisso de Ação que põe a rede nacional de escolas de condução ao serviço da educação rodoviária nas escolas.
O projeto-piloto, "Micromobilidade em Segurança", que vigora até final de 2027, dirige-se aos alunos do 2.º e do 3º ciclo do ensino básico. Quanto aos alunos do 5.º e 6.º anos está prevista formação teórica dada por escolas de condução e um trabalho escolar a concurso.
Os do 7.º ao 9.º ano
juntam à formação teórica exercícios práticos em espaços de manobras, com
certificado de participação, as ações são gratuitas para escolas, alunos e
famílias.
Um grupo de trabalho conjunto, a criar no prazo de 30 dias, vai ainda atualizar
o Referencial de Educação Rodoviária para incluir as trotinetes, as bicicletas
e as scooters elétricas.
O acordo foi assinado no encerramento do XX Congresso da ANIECA, onde foram também apresentadas 12 medidas para reduzir a sinistralidade rodoviária. Entre as propostas estão a educação rodoviária desde a idade escolar, a avaliação da perceção do risco nos exames, o acesso faseado às motos e regras claras para as trotinetes.
Este é um debate que acontece num ano em que as mortes nas estradas voltaram a subir — mais 11,4% no primeiro semestre, segundo dados provisórios do MAI, quando a Estratégia Visão Zero 2030 aponta para um máximo de 313 mortos e 1 044 feridos graves em 2030.
"As escolas de condução estão em todo o país e têm o que é preciso para ensinar: instrutores qualificados, veículos e espaços de manobras. Com este compromisso, pomos esses meios ao serviço das escolas para que os alunos aprendam a circular em segurança antes de pegarem num volante — ou numa trotinete", afirma António Reis, Presidente da ANIECA.
"A educação rodoviária é a base de qualquer estratégia de prevenção. A experiência das escolas de condução pode dar um contributo importante para a educação rodoviária dos mais jovens. Com este compromisso, queremos trabalhar com a ANIECA para apoiar aprendizagens úteis para deslocações mais seguras", sublinha Pedro Clemente, Presidente da ANSR.
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