Chint Solar projeta três centrais solares com baterias e eólicas para o Alentejo
Três centrais solares com armazenamento por baterias, duas delas com parques eólicos, estão projetadas para uma área nos concelhos de Portel e Vidigueira, no Alentejo, encontrando-se a Proposta de Definição de Âmbito (PDA) em consulta pública.
Promovido por empresas do grupo Chint Solar, o projeto denomina-se “Cluster Alqueva - Portel” e a respetiva PDA, consultada hoje pela agência Lusa, está em consulta pública até 03 de julho, no portal Participa, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Segundo a PDA, a iniciativa abarca dois projetos híbridos, cada um constituído por central solar fotovoltaica e parque eólico, e um outro composto apenas por uma central solar fotovoltaica.
Fonte do grupo Chint Solar revelou hoje à Lusa que o investimento estimado até à conclusão do licenciamento é de 13,5 milhões de euros, frisando que o “valor global dependerá da configuração final que o projeto venha a assumir”.
A Chint Solar vai ainda “suportar cerca de 122 milhões de euros de custos de desenvolvimento de infraestruturas de ligação à rede na região”.
O que, precisou, inclui subestações elétricas, linhas e equipamentos necessários para injetar a energia na rede nacional.
De acordo com a mesma fonte, está prevista a instalação de um total de 2.165.793 módulos fotovoltaicos no conjunto das três centrais.
A PDA é uma fase prévia e obrigatória do procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) para a produção de energia renovável, com a qual se pretende propor o âmbito do Estudo de Impacte Ambiental (EIA), a desenvolver numa fase posterior.
De acordo com o documento, “cada um dos projetos integra igualmente um sistema de armazenamento de energia por baterias”, com uma potência instalada total de 895 megawatt (MW), o qual se destina “a proporcionar maior flexibilidade e estabilidade ao sistema elétrico”.
Os promotores explicam que as baterias permitem “otimizar a gestão da energia produzida, reduzir constrangimentos associados à intermitência das fontes renováveis e reforçar a capacidade de integração de energia na rede elétrica”.
A proposta refere que os projetos serão implantados em 10 artigos matriciais, ou seja, em 10 prédios rústicos, numa área total de 2.616 hectares, dos quais cerca de 585 hectares serão ocupados por painéis solares.
“No seu conjunto, os projetos deverão assegurar uma produção média anual de energia elétrica de aproximadamente 1.867,9 gigawatt-hora por ano (GWh/ano)”, realçam os promotores.
A energia produzida será injetada na Rede Elétrica de Serviço Público (RESP), no posto de corte de alta tensão a construir no concelho de Portel, distrito de Évora, através de três linhas elétricas de muito alta tensão, uma por cada um dos projetos.
Num comunicado divulgado na semana passada, a Chint Solar realçou que o “Cluster Alqueva – Portel” enquadra‑se na estratégia do grupo de “contribuir para a transição energética e reforço da segurança energética nacional, em alinhamento com os objetivos climáticos de Portugal e da União Europeia”.
“A submissão da PDA constitui uma etapa inicial e fundamental do processo de AIA, permitindo definir o âmbito, o nível de detalhe e os principais fatores ambientais, sociais e territoriais a considerar no EIA”, salientou.
Este procedimento, assinalou, “visa assegurar que o desenvolvimento do projeto é analisado de forma rigorosa, transparente e informada, incluindo a avaliação de alternativas e a identificação de medidas de mitigação adequadas”.
A Chint Solar frisou que pretende compatibilizar este projeto “com os usos existentes do solo, a proteção dos valores ambientais e a criação de oportunidades de desenvolvimento económico e social para a região”.
“Ao longo do processo de AIA, a Chint Solar irá colaborar de forma próxima com as autoridades competentes e valorizar os mecanismos de participação pública, reconhecendo a importância do diálogo e do envolvimento das comunidades locais na evolução do projeto”, prometeu.
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