Foto: O ATUAL

As mesmas fontes indicaram à agência Lusa que a primeira sessão de julgamento está marcada para as 14:00, no Tribunal de Beja.

Os alegados homicidas, ambos de 40 anos e a aguardar julgamento em prisão preventiva, estão acusados cada um pelo Ministério Público (MP) de um crime de roubo, um crime de sequestro agravado e um crime de homicídio qualificado.

De acordo com a acusação, à qual a Lusa teve acesso, o casal, que vivia em união de facto, era vizinho da vítima e a mulher frequentava a sua casa, na aldeia de Jungeiros, no concelho de Aljustrel, onde tomava refeições e de quem recebia dinheiro.

“Os arguidos delinearam um plano destinado a apoderar-se de dinheiro pertencente” à vítima, realçou o MP, indicando que, na tarde do dia 16 de janeiro deste ano, a arguida deslocou-se à residência do idoso.

Mais tarde, segundo o MP, o arguido também se dirigiu à casa e exigiu que a vítima lhe entregasse dinheiro, tendo os arguidos desferido “um número não concretamente determinado de golpes na cabeça” do idoso com um objeto com lâmina.

Os arguidos, ambos consumidores habituais de droga, apropriaram-se de dinheiro, cujo valor concreto não foi apurado, e das chaves do automóvel da vítima, e colocaram o idoso na bagageira do carro, pode ler-se no despacho de acusação.

Entre o final da tarde daquele dia e a madrugada do dia seguinte, os alegados homicidas circularam por várias localidades da zona, com o octogenário ainda com vida trancado na bagageira, para compra e consumo de ‘crack’.

Na madrugada do dia 17 de janeiro, os arguidos conduziram o carro até junto de um poço no concelho vizinho de Ferreira do Alentejo, partiram o cadeado que selava a tampa e lançaram a vítima para o seu interior.

“Após atirarem a vítima para o interior do poço, voltaram a colocar a tampa metálica e abandonaram o local”, deixando a idoso “impossibilitado de conseguir sair”, adiantou.

O MP realçou que o casal estacionou depois o carro da vítima junto ao centro de saúde de Ferreira do Alentejo.

O arguido acabou por ser detido pouco depois pela GNR por tentativa de roubo no concelho de Ferreira do Alentejo.

Na altura, a Polícia Judiciária explicou que, nessa madrugada, o suspeito terá abordado dois homens, que se encontravam num automóvel, e, sob a ameaça de um revólver, exigiu o telemóvel a um deles, que acabou por reagir.

“Ambas as vítimas conseguiram desarmar o suspeito e manietá-lo até à chegada da Guarda Nacional Republicana (GNR), que constatou que o revólver era, afinal, uma arma de ar comprimido e que o homem trazia ainda consigo uma pistola de ‘airsoft’”, salientou, então.

Após a detenção, disse na altura à Lusa fonte do Comando Territorial de Beja da GNR, o suspeito confessou a autoria do homicídio do idoso às autoridades.

Também no dia 17 de janeiro deste ano, revelou então a mesma fonte, a arguida contactou a Guarda e relatou a situação do homicídio, sem confessar estar envolvida no alegado crime, acabando por ser detida pela PJ.

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