Câmara de Moura reabre sala de cinema encerrada desde 2014
O Cineteatro Caridade, em Moura, no distrito de Beja, vai reabrir no sábado a sala de cinema, encerrada desde 2014, após obras para melhorar o conforto térmico e instalação de novos equipamentos digitais, revelou o presidente do município.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Moura, Álvaro Azedo, adiantou que a intervenção orçada em 400 mil euros permitiu dotar o Cineteatro Caridade “de melhores condições ao nível do conforto térmico com a instalação de um novo sistema de climatização” e a colocação de “um novo equipamento de projeção digital de cinema.
“Todos os dias fecham salas de cinema e vamos vendo encolher esta oferta cultural em todo o país, mas achámos que devíamos ser neste capítulo contra a corrente e devolver aos mourenses a exibição de cinema”, justificou.
A reabertura da sala de cinema, encerrada desde 2014, vai acontecer neste sábado, pelas 21:30 horas. O espaço, de acordo com o autarca, vai funcionar com duas sessões semanais durante os fins de semana.
Segundo Álvaro Azedo, a retoma da atividade faz jus ao próprio nome do edifício, em que “várias gerações de mourenses” tiveram o acesso “à sétima arte naquela sala”.
"Compete às câmaras municipais no interior do país remarem contra a maré e serem um bocadinho teimosas” na luta a favor da cultura, acrescentou o autarca, considerando que os municípios são os principais interessados para que as populações tenham as mesmas oportunidades que as pessoas que vivem nos grandes centros urbanos, nomeadamente Lisboa e Porto. “Por isso, estamos muito felizes por devolvermos o acesso novamente a esta oferta”, disse.
As intervenções realizadas no edifício foram financiadas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na componente de apoio à cultura.
Neste fim de semana as sessões serão de entrada gratuita, sendo necessário apenas que os interessados levantem os bilhetes, a partir das 20:00, no cineteatro.
Em maio, um grupo informal de trabalho, pedido pelo governo, sobre a área alertou que a realidade nacional da exibição de cinema “é estruturalmente assimétrica”, com cinco capitais de distrito sem exibição regular: Beja, Bragança, Guarda, Portalegre e Viana do Castelo.
Os dados revelavam também que existia, igualmente, muitos concelhos sem exibição de cinema.
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