Segundo a autarquia, esta ação enquadra-se nas medidas de prevenção e avaliação previstas na legislação em vigor, permitindo conhecer melhor as condições dos edifícios utilizados diariamente pela população e pelos serviços municipais.

O radão é um gás radioativo de origem natural, resultante da decomposição de elementos presentes nas rochas e nos solos. Incolor, inodoro e sem sabor, pode acumular-se no interior dos edifícios, dependendo das características do solo, da construção e da ventilação dos espaços.

A Câmara esclarece que a realização desta monitorização não significa a existência de qualquer situação de perigo identificada nos edifícios municipais. Trata-se de uma ação preventiva e de rotina, realizada de acordo com as orientações da Agência Portuguesa do Ambiente, com o objetivo de garantir as melhores condições de segurança e qualidade do ambiente interior.

A mesma fonte adianta que as medições estão a ser efetuadas através de detetores passivos de radão, instalados em diferentes edifícios e espaços municipais. Os equipamentos permanecerão nos locais durante cerca de três meses, período considerado necessário para obter resultados fiáveis e representativos das condições reais de utilização dos edifícios.

Após a recolha dos dispositivos, os mesmos serão enviados para análise laboratorial por entidades especializadas. Caso sejam identificados valores que justifiquem uma avaliação mais aprofundada, serão estudadas medidas adequadas para reduzir eventuais concentrações do gás, nomeadamente ao nível da ventilação ou de outras soluções técnicas.

A autarquia sublinha que esta campanha integra uma estratégia de prevenção e melhoria contínua, reafirmando o compromisso municipal com a proteção da saúde pública, a segurança e a qualidade dos espaços municipais.

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