A interdição é determinada num edital assinado pelo capitão do porto e comandante local da Polícia Marítima de Vila Real de Santo António, Sérgio Pardal, consultado hoje pela agência Lusa no ‘site’ da Autoridade Marítima Nacional (AMN).

Contactado hoje pela Lusa, o responsável explicou que a decisão foi tomada por ser “uma zona muito perigosa” para a prática balnear e também por não ter vigilância, lembrando que, recentemente, morreram duas pessoas naquele local.

“É uma zona que aparentemente tem todas as condições para se utilizar para a prática balnear, mas na realidade tem correntes fortes e traiçoeiras e o solo é irregular, em que uma pessoa tem pé e de repente deixa de ter”, salientou.

Sérgio Pardal aludiu às duas mortes ocorridas este ano naquele local, de um rapaz de 16 anos, no dia 04 de julho, e de um homem de 37, em 07 de junho, assinalando que nos anos anteriores foram também registadas ocorrências fatais.

Apelando à adoção de “comportamentos adequados”, o comandante considerou que “devem ser preferencialmente utilizadas para banhos zonas balneares”, como a praia fluvial da Mina de São Domingos, também no concelho de Mértola.

A zona não estará interditada “a qualquer outra atividade, nomeadamente pesca ou uma descida de caiaque no rio”, frisou, reiterando que vai passar a ser proibida a prática balnear e de natação no polígono definido.

No fim de semana, a Polícia Marítima de Vila Real de Santo António e Tavira promoveu nas Azenhas do Guadiana uma ação para sensibilizar as pessoas que se encontravam no local para os perigos da zona e para as informar sobre a interdição.

De acordo com o edital, o incumprimento das regras constitui uma contraordenação punível com coima de 400 a 40 mil euros.

No rio Guadiana, a área de jurisdição do porto e da Polícia Marítima de Vila Real de Santo António estende-se desde a foz até às Azenhas do Guadiana, em Mértola.

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