Em declarações ao O Atual José Pedro Salema, presidente do Conselho de Administração da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), revelou que esta operação resulta da “persistência de caudais afluentes elevados no Sistema Alqueva-Pedrógão”, que fizeram subir o nível da albufeira para valores muito próximos do Nível de Pleno Armazenamento.

Segundo explicou o responsável, o caudal inicial de descarga é de cerca de 600 metros cúbicos por segundo (m³/s), valor que, somado ao caudal turbinado, perfaz um total aproximado de 1.200 m³/s de água lançada a jusante.

José Pedro Salema sublinhou que se trata de uma operação totalmente planeada e controlada, enquadrada na gestão hidráulica do empreendimento, com o objetivo de garantir a segurança da infraestrutura e a adequada exploração do sistema face às atuais condições hidrológicas.

Para além da sua importância técnica, a abertura dos descarregadores de meio fundo constitui um momento visualmente marcante e raro na história da barragem, evidenciando a escala e a complexidade do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, peça central na gestão da água no sul do país.

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