Aljustrel: Ministra da Agricultura destaca projeto-piloto de energia renovável no Alentejo
A criação da primeira Comunidade de Energia Renovável no Aproveitamento Hidroagrícola do Roxo, no concelho de Aljustrel (Beja), permite um “equilíbrio” entre economia e ambiente, salientou hoje a ministra da Agricultura e da Alimentação.
Este projeto vai “acrescentar o equilíbrio entre o desenvolvimento económico” e o “desenvolvimento ambiental”, além de permitir “diminuir a pegada ecológica” e “fixar mais carbono”, frisou à agência Lusa a ministra Maria do Céu Antunes, após a sessão de apresentação da Comunidade de Energia Renovável do Roxo.
A iniciativa decorreu esta tarde na freguesia de São João de Negrilhos, no concelho de Aljustrel, integrada no programa da 20.ª Feira do Campo Alentejano, organizada pelo município.
A Comunidade de Energia Renovável é um projeto-piloto da Associação de Beneficiários do Roxo (ABRoxo), gestora deste perímetro de rega que beneficia mais de 8.500 hectares nos municípios de Aljustrel e Ferreira do Alentejo (Beja) e Santiago do Cacém (Setúbal), e da Federação Nacional de Regantes de Portugal (Fenareg).
Através da iniciativa, a primeira a ser constituída no regadio em Portugal, a ABRoxo pretende ampliar a sua central fotovoltaica e construir uma nova central mini-hídrica.
O objetivo é produzir “energia limpa” para consumo próprio e para distribuir a outros utilizadores locais, nomeadamente regantes, “a um preço mais reduzido”.
Com este projeto, a associação e os seus beneficiários podem “reduzir a sua fatura energética em mais de 26%”, assim como “vender o excedente não utilizado”, destacou a ministra da Agricultura.
Já o presidente da ABRoxo, António Parreira, disse que o objetivo “é ter 8.500 hectares” do aproveitamento “regados com energia praticamente a custo zero”.
“Seremos o primeiro perímetro de rega no país a fornecer água com pressão com energia produzida por nós próprios”, destacou.
No âmbito da Comunidade de Energia Renovável do Roxo, foi hoje assinado um acordo entre a associação e a empresa Transwater, com sede em São João de Negrilhos e que produz tubos de betão com alma de aço, utilizados sobretudo para abastecimento de água.
O acordo vai permitir à empresa adquirir à associação energia a um custo mais reduzido face ao praticado pelos operadores energéticos.
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