Alentejo 2030 com mais de metade da dotação comprometida e taxa de execução de 12,7%
Mais de metade da dotação do Alentejo 2030 está já comprometida em operações aprovadas, em linha com a média dos programas regionais do Portugal 2030, com a taxa de execução situada nos 12,7%, divulgou a CCDR.
Em comunicado, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo afiançou que a implementação do Programa Operacional (PO) regional “continua a registar uma evolução positiva, refletida no crescimento sustentado dos níveis de aprovação, compromisso e certificação dos fundos”.
O Alentejo 2030, precisou, “apresenta atualmente uma taxa de aprovação de 53,5%”, que corresponde a 591 milhões de euros.
A taxa de compromisso significa que “mais de metade da dotação [do PO] já se encontra comprometida através de operações aprovadas”, o que está “em linha com a média” dos programas regionais do Portugal 2030 e é “apenas superada, a nível regional, por Lisboa e pelo Norte”.
Quanto à execução financeira do Alentejo 2030, acrescentou a CCDR, “situa-se nos 12,7%”, o que corresponde a 139 milhões de euros, “refletindo uma fase em que uma parte significativa dos projetos aprovados se encontra ainda em desenvolvimento e execução física”.
“Este contexto é particularmente relevante” porque “muitos dos investimentos apoiados correspondem a projetos estruturantes, públicos e privados, cuja concretização implica procedimentos de contratação, licenciamento, execução de obra, aquisição de equipamentos ou implementação tecnológica, com ciclos temporais naturalmente mais prolongados”, argumentou.
No comunicado, o organismo referiu também que, em termos dos fundos comprometidos, o programa tem “indicadores acima da média em áreas estratégicas” como o Fundo para uma Transição Justa (FTJ) e o Fundo Social Europeu Mais (FSE+).
No caso do FTJ, o Alentejo 2030 apresenta “uma taxa de aprovação de 88,7%”, o que traduz “um nível de compromisso significativamente superior à média dos Programas Regionais, situando-se 34,6 pontos percentuais acima”.
“Este resultado constitui um dos indicadores mais positivos [do Alentejo 2030], demonstrando a capacidade da região para mobilizar recursos destinados à transição energética, à reconversão económica e à adaptação dos territórios aos desafios da descarbonização”, assinalou a CCDR.
Também o FSE+ do Alentejo “evidencia um comportamento muito favorável, apresentando uma taxa de aprovação de 64,7%, superior à taxa média global de aprovação do Portugal 2030, fixada em 62,5%”.
Este desempenho “reflete a forte procura e capacidade de execução das medidas dirigidas à qualificação, ao emprego, à inclusão social e ao reforço das competências da população”.
Os dados revelam igualmente que 61,49% dos fundos aprovados dizem respeito a entidades privadas, enquanto 38,51% correspondem a entidades públicas.
Para a CCDR, “esta predominância do investimento privado” é “um sinal positivo para a economia regional” e mostra “a confiança dos investidores e a capacidade do tecido empresarial para aproveitar os instrumentos de financiamento disponibilizados pelo Portugal 2030”.
O Alentejo 2030 submeteu à Comissão Europeia aproximadamente 51% - cerca de 156 milhões de euros - da meta N+3 estabelecida para este ano, “um dos principais referenciais para aferir a capacidade de absorção dos fundos europeus”.
Além disso, o programa dispõe de cerca de 34,5 milhões de euros de despesa executada não declarada e de uma estimativa de certificação superior a 47 milhões de euros até ao final de 2026, no âmbito da meta N+3 (que significa que determinada verba tem de ser materializada através de despesa elegível e certificada à Comissão Europeia até ao final do terceiro ano seguinte).
“Quando estes montantes são incorporados na análise, a estimativa de execução ascende a cerca de 237,5 milhões de euros, o que representa 78% da meta N+3, reduzindo substancialmente a distância para o cumprimento integral do objetivo regulamentar”, salientou.
Comente esta notícia
Destaques
CCDRAlentejo diz que fábrica de bagaço de azeitona nunca incumpriu parâmetros medidos
Utilização do espaço aéreo pela Força Aérea impede Escola de Pilotos em Beja- Gonçalo Valente
Autarca de Ferreira do Alentejo quer reconversão das indústrias de bagaço de azeitona

